5 passos para enfrentar a ansiedade e se sair bem no vestibular e no Enem

Confira algumas dicas do MADAN para lidar com a ansiedade e aproveitar melhor seus estudos

A época de provas costuma vir acompanhada de algo bem conhecido entre os alunos: a ansiedade. E sim, é totalmente esperado que ela se intensifique nesse período. Isso porque as provas envolvem expectativas, cobranças (internas e externas) e o medo de não dar conta, o que pode alterar o estado emocional dos alunos.

É importante lembrar que ansiedade é, basicamente, um estado intensificado de medo e, embora seja uma emoção natural e até protetiva, precisa ser trabalhada para não se tornar paralisante.

A boa notícia é que existem estratégias simples e eficazes para ajudar os alunos, especialmente nessa fase. E foi justamente esse o tema da 4ª Roda de Conversas do MADAN, que aconteceu no último dia 3 de outubro, na escola, com a participação da psicóloga escolar Renata Junger, da psiquiatra da Infância e Adolescência Tatiane Borja e dos alunos.

“No encontro, reconhecemos a ansiedade como parte integrante do processo, com a ressalva de que ela tende a se intensificar, pois é uma reação natural ao medo da não aprovação após um ano de dedicação. Por isso, enfatizei a importância de utilizar as estratégias emocionais desenvolvidas ao longo do ano, incluindo a qualidade do sono; abordei a relevância da atividade física, preferencialmente ao ar livre, e sua associação com atividades de lazer em companhia de pessoas com as quais já existe um vínculo afetivo; mencionei que a respiração é um recurso essencial e que, ao se depararem com questões desafiadoras, devem manter a calma, respirar profundamente e evitar que a ansiedade prejudique a resolução. A ansiedade é uma componente inevitável, mas que devemos aprender a controlá-la, evitando que ela nos domine”, contou Renata.

Tatiane Borja também compartilhou sua experiência no vestibular, destacando a importância do processo de autoconhecimento. Ela ressaltou que o desejo e as escolhas se constroem ao longo da jornada, influenciados pelas experiências vividas.

“O diferencial do MADAN, nessa preparação emocional dos alunos feita pela psicologia escolar, é exatamente considerar a ansiedade como parte do processo, ou seja, a gente não quer eliminar a ansiedade, porque isso é impossível nos tempos em que estamos vivendo. A ansiedade é um elemento que vai estar sempre presente, mas que não pode paralisar esse sujeito e, por isso, a gente trabalha todas essas ferramentas ao longo do ano com os alunos”, reforçou a psicóloga escolar.

E quais são essas ferramentas? Confira abaixo:

1 – Exercícios de respiração

Quando estamos ansiosos, nossa respiração fica curta e rápida, o que sinaliza para o corpo que há perigo. Respirar de forma profunda e consciente ajuda a “avisar” ao cérebro que está tudo bem. Experimente: inspire pelo nariz contando até 4, segure o ar por 4 segundos, expire pela boca contando até 6. Repita por alguns minutos.

2 – Cuide da sua rotina de sono

Dormir bem é essencial para consolidar o que foi estudado e manter o cérebro funcionando bem. Tente dormir e acordar em horários semelhantes todos os dias, evitando eletrônicos ao menos 1 hora antes de dormir.

3 – Movimente-se e, de preferência, ao ar livre

A atividade física ajuda a liberar hormônios que promovem bem-estar, como a endorfina. Se puder fazer isso na natureza, melhor ainda: o contato com ambientes naturais reduz o estresse e melhora a concentração.

4 – Evite conversas difíceis nesse período

Discussões ou temas delicados (com amigos, familiares ou colegas) podem aumentar a carga emocional. Se possível, adie esses assuntos para depois das provas, quando sua mente estiver mais tranquila para lidar com eles.

5 – Organize seus estudos e não deixe tudo para a última hora

Muitas vezes, o que alimenta a ansiedade é a sensação de não ter controle de tudo, o que é real. Por isso, ter um plano de estudos e cumprir pequenas metas diárias ajuda a trazer previsibilidade e segurança.

Agora, veja o que duas participantes da Roda de Conversa têm a nos contar!

“Ouvir o que as pessoas compartilham em uma roda é fundamental, pois me faz refletir sobre o que foi discutido e compreender que não estou sozinha em determinadas situações. É um momento em que todos podem se abrir e ser escutados com empatia e respeito. Para evitar momentos de desespero e medo intensos na véspera ou durante as provas, procuro sempre me conectar com aquilo que me faz bem e me traz calma. Como candidata a ingressar no ITA, dediquei-me ao longo de todo o ano a aprender com meus erros e a entender que o medo da não aprovação é algo natural, todos o sentimos, mas que devemos racionalizar o processo e reconhecer que demos o nosso melhor. Como mencionou a Dra. Tatiane Borja, ‘todas as coisas têm seu momento’. Os sentimentos são reais e devem ser vividos. Precisamos apenas aprender a lidar com eles da melhor forma, para que possamos alcançar, nesta fase da vida, o primeiro de muitos objetivos acadêmicos”.

Maria Eduarda do Nascimento Ziebell, 3ª série ITA

“A Roda de Conversa foi muito boa, porque a gente pôde conversar com a psiquiatra e com a psicóloga escolar, e elas foram contando as experiências delas na época de vestibular. Com isso, deu para perceber que não é só a gente que está passando por esses sentimentos. Cada um teve a sua trajetória e, às vezes, os caminhos que a gente quer não vão acontecer, ou a vida vai mudando o seu rumo, e isso não é necessariamente ruim. A forma como as profissionais contaram as histórias de vida delas nos tranquilizou, de certa forma”.

Livia da Silva Wagmaker, Turma ITA

 
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